Manchas: quando ligar o sinal de alerta para o câncer de pele? Manchas: quando ligar o sinal de alerta para o câncer de pele?

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Manchas: quando ligar o sinal de alerta para o câncer de pele?

Em um espelho redondo de mesa, uma mulher com características asiáticas analisa seu reflexo. Com a mão esquerda ela toca a lateral do rosto, próximo a diferentes manchas de pele. O fundo da imagem está desfocado.
10 de novembro de 2021

Você presta atenção às manchas e aos sinais da sua pele? O acompanhamento periódico, com um médico especializado, ajuda a prevenir e diagnosticar precocemente algumas dermatites e o próprio câncer de pele.

As pintas podem ter diversas causas, efeitos, formas e colorações, mas características e sintomas específicos são motivos de alerta e requerem maior cuidado. Neste artigo, explicamos como diferenciar as manchas benignas daquelas características da doença. Confira!

Como identificar manchas suspeitas?

O câncer de pele pode se confundir com manchas e pintas comuns, eczemas ou outras lesões benignas. Assim, apenas um exame clínico ou biópsia conseguem fazer o diagnóstico correto, mas isso não exclui a importância de se estar atento aos sinais e conhecer bem o próprio corpo, sabendo as áreas em que estão as manchas.

Para auxiliar na identificação dos sinais perigosos, existem cinco pontos que você deve ficar de olho. Eles fazem parte da Regra do ABCDE – assimetria, bordas, cor, diâmetro e evolução -, criada pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Assimetria

Manchas e pintas de formatos diferentes e incomuns têm maior risco de ser câncer de pele. Aqui, o assimétrico costuma ser maligno e o simétrico, benigno.

Bordas

Manchas com contornos irregulares e pontas sobressalentes são sinal de perigo e requerem atenção. Assim como na assimetria, geralmente borda irregular é maligna e borda regular é benigna.

Cor

Pintas que apresentam uma variação na coloração, com mais de um tom e cor preta, podem ser melanoma. Ou seja, manchas de dois tons ou mais são malignas, e de um tom são benignas, normalmente.

Diâmetro

Lesões com 6 milímetros de diâmetro (tamanho da ponta de um lápis), ou maiores, merecem mais atenção. Então, manchas superiores a 5 milímetros, provavelmente são malignas, enquanto as menores são benignas.

Evolução

Mudanças rápidas na aparência de pintas, como tamanho, cor, forma ou espessura, devem ser investigadas. Uma lesão que cresce e muda de cor é indicativa de câncer de pele, já aquela que não evolui costuma ser benigna.

Quais são os tipos de câncer de pele?

Apesar de ser o mais conhecido, o melanoma não é o único câncer de pele que existe. Há três tipos principais da doença, que variam de acordo com as células afetadas: carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular e melanoma.

Carcinoma basocelular

Este é o tipo mais comum de câncer de pele. Como o nome sugere, a doença afeta as células basais, que ficam na camada mais profunda da epiderme, como uma mancha avermelhada e que pode sangrar com facilidade.

O carcinoma basocelular aparece, geralmente, em regiões expostas ao sol, como rosto, orelhas, pescoço, ombros, costas e até mesmo couro cabeludo. A boa notícia é que ele tem baixa letalidade e pode ser curado quando há o diagnóstico precoce.

Carcinoma espinocelular

Este câncer de pele é o segundo mais prevalente, afetando as células escamosas, comuns na parte superior dos tecidos. Pode surgir em todo o corpo, mas é mais comum nas áreas expostas ao sol, principalmente entre os homens.

No carcinoma espinocelular, a pele apresenta enrugamento, mudança na cor e menos elasticidade. A lesão costuma ser avermelhada e descamativa, não cicatrizando; às vezes é similar a verrugas.

Melanoma

O mais conhecido é também o menos frequente, mas com pior prognóstico porque tem alto risco de metástase. Todavia, quando diagnosticado cedo, o melanoma tem 90% de chance de cura.

Este tipo de câncer afeta os melanócitos, células responsáveis pela pigmentação da pele, como uma mancha castanha ou preta que muda de cor, formato ou tamanho. O melanoma pode aparecer em áreas menos visíveis, porém é mais comum nas pernas, tronco, pescoço e rosto.

Outros tipos de câncer de pele

Além destes três principais, existem outros tipos de câncer de pele, mas eles são menos frequentes e representam apenas 1% dos casos, como o sarcoma de Kaposi e o linfoma de pele.

O câncer de pele tem sintomas!

Fique atento às manchas e aos sintomas do câncer de pele. E na presença de qualquer sinal estranho, procure imediatamente um médico especialista para análise e diagnóstico de cada caso.

Lesões com relevo, brilhantes ou translúcidas; avermelhadas, acastanhadas ou com diferentes tons; com crosta e que sangram, estão na lista de alerta. Manchas pretas que mudam de cor, textura, crescem ou ficam irregulares também merecem muita atenção. Para completar, entram ainda as feridas que não cicatrizam, coçam ou têm erosões.

Cuide das manchas e previna-se contra o câncer

Encontrou uma mancha suspeita ou está na dúvida sobre uma pinta específica? O melhor é sempre buscar a orientação de um dermatologista quando perceber qualquer alteração na superfície da sua pele. A prevenção e o diagnóstico precoce são as melhores formas de combater o câncer de pele.

Além disso, os sinais notados podem ser característicos de outras dermatites, como a psoríase, que tem tratamentos específicos e podem ser controladas. Por isso, o médico especialista fará um primeiro exame chamado de dermatoscopia, que visualiza as diferentes camadas da pele para identificar o tipo de mancha e a origem do problema.

Dermatoscopia

Esse exame clínico mostra em detalhes a pele e suas estruturas, permitindo visualizar com precisão possíveis lesões cutâneas. O procedimento utiliza um dermatoscópio, instrumento com uma fonte de luz e que aumenta em até 40 vezes a área analisada, proporcionando um diagnóstico mais assertivo e que pode identificar um possível câncer de pele.

A visão em profundidade facilita a avaliação de manchas e pintas, tanto as visíveis a olho nu quanto as invisíveis. É um método não invasivo, sem corte ou biópsia, que identifica precocemente o câncer, aumentando a possibilidade de cura.

A dermatoscopia tem alta precisão e permite a digitalização das imagens para o computador. Assim,  é possível criar um banco de dados das lesões de cada pessoa, facilitando o acompanhamento.

Nossa bio

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A Dra. Sheila Matielo (CRM 28.882) é graduada em Medicina pela Universidade de Passo Fundo (UFP) com especialização em Nutrologia e Medicina Estética, e com pós-graduação em Dermatologia. ?‍⚕

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