Outubro Rosa: qual a relação entre quimioterapia e queda de cabelo? Outubro Rosa: qual a relação entre quimioterapia e queda de cabelo?

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Outubro Rosa: qual a relação entre quimioterapia e queda de cabelo?

Em primeiro plano, uma mulher branca segura um laço rosa com as duas mãos. Mais atrás, é possível ver a camiseta branca e calça jeans da mulher. O fundo da imagem é cinza.
13 de outubro de 2021

A queda de cabelo é um dos efeitos colaterais mais temidos pelos pacientes que enfrentam o tratamento de algum tipo de câncer. Esse reflexo da quimioterapia é particularmente mais difícil entre as mulheres, que tem nas madeixas bonitas e bem cuidadas uma expressão de sua personalidade e feminilidade.

Embora seja transitória, a perda dos fios mexe com o emocional, afetando muito a autoestima e a qualidade de vida de quem realiza tratamentos oncológicos. Contudo, já existe uma técnica que ajuda a prevenir esse problema. Saiba mais a seguir!

Por que o cabelo cai durante o tratamento do câncer?

Para começar, é preciso ter em mente que a doença em si não é responsável direta pela perda massiva dos fios. Mas claro, em alguns casos existe uma diminuição, que não é de grandes proporções. É o tratamento do câncer, principalmente a quimioterapia, que gera a queda.

Isso acontece porque as substâncias utilizadas atuam diretamente sobre as células que se reproduzem de forma rápida – uma característica das mutações cancerígenas – para conter o desenvolvimento e impedir que cheguem a outras partes do organismo. Porém, os folículos capilares também se reproduzem de forma rápida, quase constante, e acabam afetados pela quimio.

É essa interferência no desenvolvimento dos fios que causa a queda e pode afetar os cabelos, sobrancelhas, cílios e pelos corporais. O mesmo pode acontecer durante a radioterapia, mas com menor frequência e apenas na área específica do tratamento.

Como prevenir a queda de cabelo durante a quimioterapia

Recentemente, uma nova técnica vem sendo utilizada para prevenir esse efeito colateral: a crioterapia. Nesse tratamento, uma touca gelada é utilizada para diminuir a circulação sanguínea na cabeça, contraindo os vasos sanguíneos e evitando que os quimioterápicos cheguem até os folículos capilares, evitando assim a queda.

A touca deve ser colocada 30 minutos antes da sessão e só pode ser retirada de 90 a 120 minutos depois do seu término, a fim de garantir resultados mais eficientes. Porém, os benefícios da crioterapia variam de acordo com a substância utilizada para a quimioterapia e sua concentração. Por isso, o mais recomendado é sempre conversar com o médico responsável pelo tratamento.

Crioterapia

Apesar de recente, a crioterapia já é recomendada por muitos oncologistas e bastante indicada para quem trata o câncer de mama, por exemplo. Inclusive, a apresentadora Cristina Ranzolin foi uma das pessoas que apostou na técnica para prevenir a queda.

Todavia, o efeito gelado promovido pela crioterapia pode causar desconforto e dor de cabeça em alguns pacientes devido ao tempo que é necessário manter a touca na cabeça. Então, a conversa prévia com um profissional é essencial.

Além disso, o uso da touca gelada não é indicado para todos os casos. Pessoas com câncer na cabeça, pescoço, sistema nervoso e leucemia devem evitar a técnica, pois ela pode atrapalhar a chegada dos quimioterápicos às células doentes, afetando o tratamento contra o câncer.

Em quanto tempo os fios voltam a crescer?

Naturalmente, os fios costumam crescer de novo dois meses após o fim do tratamento, voltando ao normal entre seis meses e um ano. Existe a possibilidade de os primeiros fios serem diferentes do cabelo pré-quimioterapia, o que acontece porque os folículos estão se recuperando dos efeitos dos quimioterápicos. Essa é uma fase de transição e o cabelo retoma a aparência original com o passar do tempo.

Preciso proteger o couro cabeludo?

Para finalizar, algumas orientações e cuidados prévios podem ajudar muito neste período de adaptação:

  • Cortar o cabelo mais curto antes de começar as sessões ajuda na transição, evitando o choque de uma mudança radical na fisionomia.
  • Usar escovas macias e xampus neutros, como aqueles indicados para crianças.
  • Escovar os cabelos com delicadeza e evitar banhos com água muito quente e o uso do secador.
  • Evitar tinturas e produtos químicos que possam agredir o couro cabeludo.
  • Usar protetor solar com FPS 30 ou maior, chapéus, bonés e lenços para proteger o couro cabeludo.
  • Se possível, fazer acompanhamento com um dermatologista.

Nossa bio

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A Dra. Sheila Matielo (CRM 28.882) é graduada em Medicina pela Universidade de Passo Fundo (UFP) com especialização em Nutrologia e Medicina Estética, e com pós-graduação em Dermatologia. ?‍⚕

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